Exibições

Artistas brasileiros celebram encontro na capital londrina

Por Theo Ferreira
A arte brasileira contemporânea busca um lugar na agitada agenda cultural de Londres.

Nos dias 23, 24, 30 e 31 de outubro acontecerá em Londres a 1ª Mostra Multimídia de Arte Brasileira. Chamada de CU – Cosy Universe_2004, o evento tem curadoria do artista plástico brasileiro Giacomo Picca e consistirá de duas diferentes intervenções artísticas: um Workshop dado pelo curador e uma exibição com trabalhos dos artistas Fernanda Chieco, Flavia Fernandes, Gobira, Daniel Marques, Marssares, Eduardo Padilha, Tetine, Márcia Thompson, Beto Valente e Dado Amaral.

A Mostra acontecerá em Hackney (142 Lea Bridge Road, Hackney, London E5) no espaço de uma fábrica em desuso que esta sendo transformada em espaço multicultural.

No workshop, que acontecerá nos dias 23 e 24, Giacomo convidará os visitantes a encontrar novos usos para os materiais recicláveis encontrados no espaço da fábrica ou trazidos pelos participantes. O workshop culminará com uma instalação coletiva que recontextualizará estes materiais em relação à arquitetura do espaço. Todo o processo será documentado, catalogado e contará com link permanente no website www.giacomopicca.com

Encontros

Já a exibição, que acontecerá nos dias 30 e 31, reunirá artistas plásticos brasileiros cujos percursos cruzaram a jornada de Giacomo em Londres em algum momento de suas vivências. A exibição busca celebrar estas experiências que reflete um momento particular destes encontros.

A Mostra evita classificar o trabalho dos vários artistas em um único tema e por isso traz uma diversidade da produção destes, como as fotografias de Daniel Marques que se propõem a investigar a construção de narrativas em imagens ilustrando momentos de crises sócio-política; os trabalhos de Fernanda Chieco que exploram interação humana com novos equipamentos e instrumentos, cujo resultado e um estranho híbrido situando em algum lugar entre um livro de medicina e uma seleção de desenhos clássicos e um laboratório de física de um inventor lunático; as manipulações de sons característicos de um ambiente e posterior instalações dos mesmos em um diferente espaço por Marssares; a exploração de vídeos que recontam historias nas criações de Beto Valente e Dado Amaral ou a busca de um novo significado poético e plástico através das relações entre instalação artística e paisagem por Flavia Fernandes.

Você também terá a chance de apreciar nossa relação com a cultura pop, arte-performance, corpo político e chance, no vídeo de Tetine; a construção social da arte e suas hierarquias na visão de Gobira e a exploração de vínculos perdidos em materiais e a transposição destes para outros contextos nos desenhos de Eduardo Padilha.

Novos espaços, novas interpretações

Todos estes trabalhos trazem um outro fio condutor: a inter-relação entre arte, arquitetura e espaço social. A mostra enfrenta o desafio de sair do lugar comum dedicado a arte_ a galeria, e instala-se num espaço arquitetônico em transformação, no ambiente de um outro evento. Para isto, lança mão de improvisos tornando a exibição mais suave e aberta buscando aproximar-se daqueles que muitas vezes se intimidam com a suntuosidade das galerias, oferecendo aos mesmos a oportunidade de experimentar novas visões e interpretações num espaço arquitetônico e contexto social mais informal .

A espontaneidade das ações de improvisação abrem espaços de referência a arte experimental brasileira dos anos 60 como é conhecido na Europa nos trabalhos de Hélio Oiticica e Ligia Clark e na atualidade nas criações dos artistas Ducha e Jarbas Lopes.

Ousaria dizer que tais critérios caracterizam “o modo Giacomo de fazer arte” cujas exibições e intervenções artísticas buscam sempre uma inter-relação social e nos leva a acreditar ou lembrar que existe um artista dentro de cada um de nós e que, apreciar arte está ao alcance de todos.

Aqueles cujos instintos artísticos já os levaram a se aventurar na realização de vídeos artísticos, mas que só tiveram a oportunidade de mostrar à família e amigos, não percam a oportunidade de explorar novas platéias: o evento terá uma sessão aberta para exibição de vídeos para outros artistas interessados. Para participar, entre em contato com o curador através do e-mail: giacomo_picca@onetel.net.uk. e envie seu trabalho.

Aos que acharam tudo “muito interessante” mas não se animaram a largar o conforto do sofá e cobertor neste inverno que parece ter se instalado definitivamente, anime-se! Lá você também poderá assistir aos shows de B Negão e os seletores de freqüência, Maracatu Estrela do Norte ou ouvir o som dos DJs do Sambatrália e Convidados.

Para saber mais visite os sites:

www.giacomopicca.com
www.brazilianartists.net

Vento da Primavera

Sentir um vento de primavera através da areia das dunas, percorrer e demarcar o espaço entre pedras de um costão a beira mar e sentir o mar em seu movimento de eterno retorno misturando-me a ele, são as paisagens que fixo na câmara de vídeo, entendendo-a como uma relação sensitiva do homem com seu entorno.

The video “A wind of spring” I made trying to traduct some sensations, as the ligh and shadow, the wind and I made the landscape inside the mirror with pixels because it rests between the dream and reality, and can be read as a painting.I didn’t put any sound on this video because I think the images has in itself a lot of sound.
I think theese two videos can also be understood as an ampliation of a photograph, that brings sensations and movement of the sea, and wind.

Nos vídeos “a nadadora”, “espaço entre pedras”e “vento de primavera”, entendo a paisagem como uma relação que o homem estabelece com seu entorno a partir de suas sensações. Meu corpo se insere na paisagem natural realizando ações que trarão um novo significado poético para ela.

I made the Video “the swimmer” with a friend that was passing.

The body of a passing people is used as support for the action.

The idea came from a dream I had. On that dream I was swimming and pulling the stones with my trawl. Than I asked the girl to act for me as a doublé, for me to film it. When I was editing I changed a little, I included my walk over the stones, (That I understand as someone searching) and I made her swimming movement many times, thinking on the creative process as the eternal return.

I pixelized it for to create a relation with paintings and for the image rest in the midlle of reality and dream, reality and representation.

A Nadadora

Nos vídeos “a nadadora”, “espaço entre pedras”e “vento de primavera”, entendo a paisagem como uma relação que o homem estabelece com seu entorno a partir de suas sensações. Meu corpo se insere na paisagem natural realizando ações que trarão um novo significado poético para ela.

I made the Video “the swimmer” with a friend that was passing.

The body of a passing people is used as support for the action.

The idea came from a dream I had. On that dream I was swimming and pulling the stones with my trawl. Than I asked the girl to act for me as a doublé, for me to film it. When I was editing I changed a little, I included my walk over the stones, (That I understand as someone searching) and I made her swimming movement many times, thinking on the creative process as the eternal return.

I pixelized it for to create a relation with paintings and for the image rest in the midlle of reality and dream, reality and representation.

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